Paraná TIC 2017: os sete passos inevitáveis para internacionalizar um negócio de tecnologia 27/07/2017

A globalização com tecnologia fez o mundo ficar plano, conectou todos ao redor do planeta e criou um tsunami digital que agora irá achatar o quintal de qualquer empreendedor. Com esta provocação, Robert Janssen, um dos principais especialistas em internacionalização de negócios de tecnologia do Brasil e Estados Unidos, aponta os passos para uma empresa se tornar global nos atuais tempos de conectividade e comunicação instantânea.


Janssen, americano de origem e criado em parte no Brasil, é mentor e investidor em empresas de tecnologia e startups. Foi um dos palestrantes do Paraná TIC 2017, o principal evento de tecnologia do estado paranaense.


Usando a referência de Thomas Friedman, que escreveu o livro "O mundo é plano" e destacou as ondas de globalização de nações e empresas, Janssen enalteceu o fato do Brasil, apesar de atualmente vivenciar uma crise sem precedentes, é um dos mercados globais mais promissores justamente pelo tamanho da sua população e poder de consumo. Isso faz com que a globalização represente um grande risco e um desafio para as empresas de tecnologia que não se posicionarem globais.


Com uma jornada de mais de 15 anos acompanhando os erros e acertos de empresas que apostaram na internacionalização, o especialista destacou sete passos inevitáveis que empresas e empreendedores precisam passar para se globalizarem:


  1. Executivos comprometidos
    Para ter sucesso no mercado global é preciso que haja na organização um apoio irrestrito por parte do CEO e de todo corpo diretivo e executivo. Para promover uma ação que resulte em um negócio internacional é fundamental que as empresas tenham esta atitude "top down" junto a todos os colaboradores.

  2. Construir o mapa cartográfico
    É preciso ter um roteiro mínimo de navegação pelos mercados globais. Sem foco e, sobretudo, organização, as chances de desperdício de tempo e de recursos financeiros são muito grandes e, ficar no meio do caminho, será consequência quase certa.

  3. Análise do encaixe do produto
    Ao acompanhar o mercado de tecnologia desde 1986, Janssen vê este item como um dos mais desafiantes diante da forma que o setor se desenvolveu no país, com várias empresas que se criaram como prestadoras de serviço no formato de bureau, enquanto várias outras nações se desenvolveram como criadora de produtos inovadores e com olhar de escalabilidade. Isso faz com que os produtos brasileiros tenham muitos atributos de serviços e funcionalidades, mas não de mercado.

  4. Análise de gaps de maturidade e competitividade
    Se você não conhece a si mesmo, o seu mercado e seus desafios fica mais difícil alcançar o mercado global. É preciso analisar os gaps e desenvolver um raio-x de várias frentes de negócios, que vão dos produtos, modelos de negócios, empreendedores envolvidos, etc.

  5. Análise dos gaps dos executivos envolvidos
    É preciso analisar quais pontos os empresários precisam se desenvolver para melhor estruturar uma operação global, sobretudo para ter mais competitividade. Além disso, além de pensar em novos mercados, o executivo precisa ter competência para se defender no próprio mercado brasileiro.

  6. Dotação orçamentária
    O mercado brasileiro é muito grande e isso fez com que muitas empresas crescessem de forma orgânica, sem muito planejamento. E quando as oportunidades de internacionalização surgiram, no geral, foram oportunistas, também sem uma organização clara e, sobretudo, orçamento com um plano de investimento.

  7. Construir um plano como startup
    A velocidade de mudança nos negócios é cada vez maior e rapidamente os cenários mudam sem que os negócios consigam acompanhar e serem ágeis. Ao construir um plano, as empresas, de qualquer porte, precisam usar as mesmas ferramentas que startups têm utilizado, como business model generation, canvas, métodos ágeis, que podem ajudar a mitigar os riscos inerentes ao processo de internacionalização.


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